Link de Entrevistas Dr. Hermano Tavares

  • Pode apostar que isto é doença. Compulsão pelo jogo é pouco conhecida e muito malvista.

Link: http://www.fiamfaam.br/momento/?pg=leitura&id=2035&cat=0                 

  Tabagismo e Jogo. Por: Hermano Tavares e Ivan Mario Braun      (Tabagismo on line)

Link: http://www.tabagismoonline.com.br/entendendo-melhor/psiquiatria/tabagismo-e-jogo/

 Entrevista com Hermano Tavares para ABEAD. Associação Brasileira de Álcool e Drogas

Link: http://www.abead.com.br/entrevistas/exibEntrevista/?cod=47

Isto É. Entrevista Hermano Tavares. É preciso ensinar as pessoas deprimidas a ter prazer.

Link: http://www.stellabortoni.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1325:e_paiiiso_iosioaa_as_pissoas_iipaimiias_a_tia_paazia&catid=28:entrevistas-em-geral&Itemid=105

 Entrevista com Dr. Hermano Tavares Coordenador do AMJO – Ambulatório de Jogo Patológico e Outros Transtornos para o Álcool sem Distorção do Hospital Israelita Albert Einstein.

Link: http://apps.einstein.br/alcooledrogas/novosite/atualizacoes/em_004.htm

Drausio Varela entrevista Hermano Tavares (BNL Novidades Lotéricas)

Link: http://www.magocom.com.br/bnl/noticia.aspx?tipo=2&cod=1031

Drauzio Varella para o Site DrauzioVarella.com.br entrevista Hermano Tavares

Link: http://drauziovarella.com.br/wiki-saude/jogadores-patologicos/

Internet, sexo, compras e jogo podem causar dependência por Francine Mantovani e Regina Gonzalez.

 

 

Dando olá e um aviso

É chato, mas preciso começar este blog com uma advertência, ele não tem a fórmula da felicidade e não tem a intenção de ser uma versão pós-moderna eletrônica de livro de auto-ajuda. Se você é do tipo que busca receita pronta vinda da boca de um iluminado, não perca tempo, passe reto. Tenho certeza que à distância de dois cliques você encontrará o que procura. E acredite, pode ser que funcione – mesmo! A verdade é que fórmulas prontas funcionam para uns e para outros não. Há aqueles que por vaidade, ou pura incapacidade, só se satisfarão com a construção de uma solução própria, pessoal – e o pior é que esta satisfação será sempre parcial. Esta coluna, e quem a escreve, estão mais para este último caso.

Sou médico, psiquiatra, acho que sempre quis ser isto, ou algo parecido com isto. Ano passado completei 20 anos de formado. VINTE ANOS! Parece pouco, parece muito – depende de por onde se olha. O fato é que é tempo suficiente de “janela”, muito tempo observando o comportamento humano, debruçado no parapeito olhando o desfile das almas. Há cerca de 5 anos, não sei bem como, mas comecei a me preocupar com a felicidade. Acho que foi depois da leitura de um livro escrito por David Watson, não está traduzido para o português e é extremamente técnico, chama-se “Mood and Temperament” e para quem não se intimida diante dessas duas características, eu recomendo fortemente. O livro resume a trajetória acadêmica do autor em seu louvável esforço de registrar e medir os afetos humanos e suas relações com a personalidade. Para quem não estiver disposto a se aventurar por uma leitura árida como o agreste nordestino, basta aceitar o fato amplamente demonstrado no livro que os afetos estão divididos em dois grandes grupos: negativos e positivos. Pronto, está estabelecido o problema! Explico, psiquiatras, psicólogos e profissionais de saúde mental em geral se preocupam demais, estudam e dedicam a vida à redução do sofrimento e dos afetos negativos (tristeza, ansiedade, angústia, raiva, etc.), mas sabem muito pouco sobre o que faz as pessoas felizes. Esta frase nem mesmo é minha, foi proferida por Robert Cloninger, autor famoso pelo estudo da personalidade e que agora deu uma guinada em sua carreira e decidiu se dedicar ao estudo do bem estar – em inglês well being.
A felicidade e as outras variedades de afetos positivos – entusiasmo, envolvimento, energia, etc. – cumprem a função de projetar o indivíduo para a exploração do ambiente e interação social. Os afetos negativos cumprem função completamente distinta, em geral eles sinalizam risco, fracasso, indicam enfim a necessidade de fuga, mudança, ou interrupção de uma ação. Se as funções são segregadas, é fácil entender que os gatilhos ambientais, os contextos psicológicos e os circuitos cerebrais são diferenciados para emoções negativas e positivas e sobre estas últimas cumpre ainda entender os seus determinantes e moduladores.